Vantagens da Aprendizagem Baseada em Problemas

Dicas de como aplicá-la


As teorias da Aprendizagem Baseada em Problemas (PBL, em inglês) tem origem em 1960 com os trabalhos de Seymour Bruner e John Dewey. Várias pesquisas foram publicadas desde então explicando a técnica, trazendo vantagens e também desvantagens, como qualquer teoria de aprendizado.


Se você é um professor ou professora que gosta de inovar e está sempre em busca de aprender novas técnicas para sala de aula, selecionamos 5 vantagens da Aprendizagem Baseada em Problemas descritas neste artigo que vão te ajudar a compreender melhor a teoria. São elas:


- Construção de uma base de conhecimento ampla e flexível

- Desenvolvimento eficaz de habilidades de resolução de problemas

- Desenvolvimento de aprendizagem autodirigida

- Alunos tornam-se mais colaborativos

- Alunos tornam-se intrinsecamente mais motivados a aprender


E na prática, como isso funciona?


Construir uma base ampla e flexível de conhecimento envolve integrar informações a respeito de vários assuntos. Um exemplo disso foi um projeto realizado pelo professor Joshua Block, autor do livro “Ensinando para uma Democracia Livre”. Ele apresentou aos seus alunos várias fontes, ideias de projetos, modelos de trabalhos de outros alunos e pediu que desenvolvem seus próprios projetos a partir dessas informações. Alguns alunos optaram por fazer individualmente e outros se organizaram em grupos.


O projeto deveria ter objetivos claros, pesquisa embasada por, pelo menos, quatro fontes diferentes, um processo definido de criação de produto e o próprio produto final. O professor acompanhou o andamento do projeto ao longo de algumas semanas e um deles teve um destaque maior que o esperado. O grupo de 4 meninas decidiu fazer um documentário com o tema “pele clara versus pele escura”. Elas fizeram várias entrevistas, editaram os vídeos e depois de pronto o documentário foi publicado na internet.


Para a surpresa de todos, alguns dias depois, um jornalista contatou Joshua com o intuito de escrever um artigo sobre o trabalho. Incrível, não é mesmo? Com certeza essa experiência tornou as alunas ainda mais motivadas a aprender.


Uma outra forma de incentivar a aprendizagem baseada em problemas em trabalhos em grupo é utilizando metodologias ágeis. Um exemplo disso é incentivar que os grupos façam reuniões rápidas e objetivas, de 20-30 minutos. O foco será todo direcionado à resolução do problema proposto no trabalho. Cada membro do grupo deve sair da reunião sabendo exatamente a sua tarefa a ser realizada até o próximo encontro, incentivando a aprendizagem autodirigida.


Para que o tempo de reunião realmente seja proveitoso, algumas perguntas direcionadoras podem ser previamente elaboradas e respondidas por cada integrante. Alguns exemplos:


- O que eu realizei desde a última reunião?

- Em que vou trabalhar a partir de agora até a nossa próxima reunião?

- Quais preocupações tenho a respeito do problema?

- Qual foi a minha principal dificuldade nos últimos dias?


Após cada aluno responder as perguntas, o grupo pode focar em discutir sobre os desafios trazidos e sugerir soluções, o que os incentiva a tornarem-se mais colaborativos.


O que você achou desses exemplos de utilização da PBL? Algum deles te inspirou com ideias para as suas próximas aulas? Conta aqui pra gente nos comentários!

Referências:


Hmelo-Silver, C.E. “Problem-Based Learning: What and How Do Students Learn?”. Educational Psychology Review 16, 235–266 (2004). Disponível em https://link.springer.com/article/10.1023/B:EDPR.0000034022.16470.f3


Block, Joshua. Edutopia. “How PBL Helps Students Engage With the World Around Them”. Agosto de 2020. Disponível em https://www.edutopia.org/article/how-pbl-helps-students-engage-world-around-them


Edutopia. “Staying On Task During Project-Based Learning”. Julho de 2018. Disponível em https://www.edutopia.org/video/staying-task-during-project-based-learning

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