Por quê utilizar STEAM em sala?

Atualizado: Out 15

Resultados do uso da metodologia


A metodologia STEAM é uma abordagem pedagógica criada nos Estados Unidos que se baseia em intensificar o uso da Matemática, Ciências, Arte, Engenharia e Tecnologia de maneira criativa e prática em sala de aula. Através da sua implementação, os alunos desenvolvem competências socioemocionais e as habilidades do século XXI, além de melhorarem o rendimento escolar. Nós inclusive já falamos sobre esse tema aqui nesse post, mas vamos retomar alguns pontos e trazer novas sugestões.


Como funciona na prática? O STEAM se baseia em incentivar que os alunos coloquem a "mão na massa", para elaborarem produtos ou experimentos relacionados aos conteúdos abordados em sala. Essa participação mais ativa do estudante, por sua vez, pode ser tanto em grupo como individualmente, e tem muita relação com a Aprendizagem Baseada em Projetos, em que os alunos devem pensar em uma solução para um problema. Confira aqui o post que fizemos sobre esse tema!


Embora à primeira vista pareça que a metodologia STEAM requer altos investimentos e uso tecnológico, não necessariamente precisa-se de muitos recursos. As atividades práticas podem ser desde a simulação de placas tectônicas com isopor e gel para compreender como elas se movem e quais são seus efeitos, até a criação de sismógrafo para analisar os impactos do movimento das placas com programas computacionais.

Importante salientar que o STEAM pode ser trabalhado em todos os componentes. Como o exemplo acima mostra, embora a metodologia se baseie nos conceitos de matemática, ciências, arte e engenharia, a proposta é que haja uma interdisciplinaridade entre esses componentes e os demais, sendo possível ter uma aprendizagem criativa em todas as disciplinas.


Em relação aos resultados positivos da metodologia, conforme mencionado, está o desenvolvimento de habilidades do século XXI e socioemocionais. Uma vez que as atividades são relacionadas à aprendizagem baseada em projetos, eles acabam desenvolvendo autonomia, pensamento crítico, colaboração, autogestão e comunicação, entre diversas outras competências.


Além disso, os impactos também são identificados no rendimento escolar. Diversas pesquisas mostram que quando os alunos se interessam e se engajam no que estão aprendendo, eles assimilam e memorizam melhor o conteúdo - o mesmo ocorre quando o que está sendo abordado se relaciona com a realidade e com conhecimentos prévios, levando a melhores resultados.


Na metodologia STEAM a proposta é exatamente essa: fazer com que os alunos associem o que estão aprendendo com a realidade. Além disso, ao colocarem a mão na massa, eles acabam se envolvendo muito mais no aprendizado, o que reforça a compreensão e memorização do conteúdo.


O que você achou dessa metodologia? Caso teste na sua sala de aula, conte pra gente o resultado!

Referências


NOBLE, Elizabeth; et al. A Mixed-Methods Approach to Understanding PBL Experiences in Inclusive STEM High Schools. European Journal of STEM Education. 21 de junho de 2020. Disponível em: <https://www.researchgate.net/journal/2468-4368_European_Journal_of_STEM_Education>. Acesso em: 15 de agosto de 2020.


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