Política de formação dos professores

Diante dos desafios, em que precisamos focar nossos esforços?


A política de formação dos professores é uma pauta recorrente, de extrema importância, e que continua sendo um desafio para algumas secretarias. Um dos fatores que contribuem para essa questão são os modelos de admissão dos educadores, conforme conversamos no post anterior! Agora, vamos falar sobre alguns outros pontos importantes nesse quesito.


O tempo de atuação dos profissionais é um dos fatores que influencia diretamente no planejamento e na política de implementação de formações continuadas. Na modalidade de concurso público existem benefícios como: licença prêmio, plano de carreira, estabilidade, entre outros. Mas, antes da efetivação no cargo, é importante que os selecionados passem por uma avaliação das suas atribuições, que é a etapa de estágio probatório, que pode também ser muito útil na hora de definir quais formações serão oferecidas à rede.


Já no outro modelo, os contratos podem durar de 6 meses a 2 anos, tendo uma dinâmica de organização e efetivação bem diferente! Apesar dessa importante diferença, uma avaliação diagnóstica deve também ser realizada a cada novo ciclo, a fim de mapear competências e habilidades principais a serem abordadas em formações. Pelo lado dos professores, processos seletivos dão ainda experiência profissional e empregos temporários a milhares de pessoas todos os anos, sendo de significativa contribuição em termos de viabilização de renda e qualidade de vida.


Vale ressaltar que, independente do modelo de contratação, a implementação de formações continuadas precisam ser pensadas para os dois públicos, já que eles possuem as mesmas funções e atribuições dentro do ambiente escolar. Para referência na elaboração das formações, existe uma Base Nacional Comum para a Formação Continuada de Professores da Educação Básica, segundo a resolução CNE/CP Nº 1 de 2020. Além disso, a meta 16 do Plano Nacional da Educação (PNE) estabelece formar 50% dos professores em nível de pós-graduação, para garantir a formação continuada em sua área de atuação.


Contudo, a situação causada pela pandemia da COVID-19 trouxe novos desafios para os professores. É devido a isso que diversas organizações privadas e particulares desenvolveram cursos de formação continuada baseados nos pilares de tecnologia educacional, metodologia ativa de ensino, gestão de sala de aula e desenvolvimento de habilidades para tornar o aluno protagonista do aprendizado. Na Eu Ensino, ainda em meados de 2020, disponibilizamos gratuitamente os cursos de Gestão Virtual de Equipes e Metodologias para Ensino Remoto, que continuam disponíveis aqui. Além disso, desenvolvemos formações sobre Ensino Remoto e Habilidades Socioemocionais em mais de 13 municípios brasileiros entre 2020 e 2021, disponibilizamos um acervo de Pílulas de Conteúdo, além de sermos parceiros do Ensina Brasil em um ciclo de formações muito importante sobre temas variados!


Apesar de todas essas temáticas serem fundamentais à prática pedagógica e desenvolvimento dos professores, é preciso também olhar com atenção para as necessidades de auxílio à promoção de carreira. É por isso que enfatizamos também a importância de se desenhar políticas de formação continuada alinhadas com as reais necessidades de cada contexto, ajudando os profissionais a enxergarem suas possibilidades e estruturarem seus planos para o futuro.


Tais políticas precisam incentivar que os professores se mantenham atualizados e incentivados (financeiramente e emocionalmente) a continuar aprimorando suas habilidades e competências. Um profissional que tem consciência das oportunidades e necessidades relativas ao desempenho de suas funções melhora significamente sua prática diária e suas habilidades de ensino, tendo como consequência os impactos positivos no aprendizado dos alunos.


Inicialmente, é estratégico pensar em um modelo de formação que desenvolva, nos primeiros módulos, habilidades socioemocionais, dado que existe a necessidade latente de se garantir o bem estar pessoal antes de se propor a agir em prol do outro. Tais habilidades também irão refletir no desenvolvimento dos alunos, em cenários para além da sala de aula e do mercado de trabalho. Em seguida, é importante trazer técnicas de gestão de sala de aula, ferramentas de organização e gerenciamento e modelos de avaliação que vão para além de provas escritas. Trabalhar essas temáticas torna-se fundamental, tendo em vista as constantes modificações passadas pela sociedade e o reflexo direto que se têm no modo de crianças e adolescentes aprenderem. É preciso amparar os professores em suas necessidades básicas, mas também incentivá-los a saírem da sua zona de conforto em busca da melhoria contínua.


A Eu Ensino está à disposição para ajudar você a estruturar as formações continuadas da sua rede! Entre em contato conosco pelo Whatsapp ou pelo e-mail contato@euensino.com.br :)

 

Referências:


Ministério da Educação. Perguntas frequentes sobre plano de carreira. Disponível em: http://planodecarreira.mec.gov.br/perguntas-frequentes


Universidade Federal de Santa Catarina. “Direitos e Deveres dos Servidores Públicos”. Disponível em: https://capacitacao.paginas.ufsc.br/files/2018/04/Direitos-e-Deveres-dos-Servidores-P%C3%BAblicos.pdf


Ministério da Educação. “Planos de Carreira e Remuneração: contribuições para a elaboração e a revisão de planos de carreira e remuneração dos profissionais da educação escolar básica pública”. 2016. Disponível em: http://planodecarreira.mec.gov.br/images/pdf/Planos_Carreira_Remuneracao_Final.pdf


Ministério da Educação. “Programas do MEC voltados à formação de professores”. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=15944:programas-do-mec-voltados-a-formacao-de-professores


Ministério da Educação. Resolução CNE/CP nº 1 de 27 de outubro de 2020. Disponível em: https://www.in.gov.br/web/dou/-/resolucao-cne/cp-n-1-de-27-de-outubro-de-2020-285609724

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