Os impactos da COVID-19 na saúde mental da Geração Z

Atualizado: Jul 23

Dicas para minimizar impactos negativos na saúde mental de seus alunos


A geração Z abarca aqueles que nasceram entre 1996 e 2010, compondo, atualmente, desde os pré-adolescentes até os jovens adultos. Para essa geração, a pandemia é o primeiro grande evento histórico que eles possuem capacidade de entender e processar. Devido a isso, o momento que estamos vivendo tem impactado negativamente sua saúde mental.


Com o fechamento das escolas, a rotina dos jovens foi interrompida. Mesmo para os que seguem estudando online, o dia a dia não é o mesmo. O processo de acordar, tomar café, se arrumar e ir à escola é algo importante, pois garante que o aluno processe que aquele ambiente e momento são voltados para os estudos. Estando em casa, os jovens muitas vezes se mostram mais aptos a se distraírem com as redes sociais (não têm os professores para os impedirem) e com as dinâmicas da família e da casa.


Além disso, para aqueles que estão tendo aulas online, não podemos negar que a sala virtual não cria o mesmo clima que a presencial. Os alunos sentem falta do ambiente escolar e da troca com os professores e amigos, que torna mais fácil o aprendizado. Ademais, o ensino online não atende a todos os níveis de alunos e às múltiplas inteligências. Para aqueles que estão mais avançados, às vezes faltam desafios, enquanto para aqueles com mais defasagens, o método de ensino pode ser muito rápido e genérico.


Por fim, a falta de proximidade física tem sido uma das principais problemáticas apontadas por essa geração. Na escola, o contato com os colegas, professores, e demais pessoas da equipe escolar ocorre a todo o momento, e essa relação é importante por diversos aspectos, desde orientar posturas e comportamentos, até a fazer com que se sintam pertencentes a um grupo e que são queridos.


Diante disso, o número de jovens com sintomas de ansiedade e depressão tem se mostrado cada vez mais alto. Como os professores podem fazer com que os alunos se sintam acolhidos nesse momento?


1. Incentivar que os alunos criem uma rotina em casa

Estipular um horário para acordar, estudar, usar as redes sociais e se exercitar. Dessa forma, os alunos conseguem se organizar melhor, e não misturam uma atividade com a outra. Contar com o apoio dos responsáveis para monitorar esses horários, caso possível, sem dúvidas é muito benéfico.


2. Estimular que os alunos escolham um espaço para o estudo, que de preferência não seja o quarto

Sabemos que nem sempre é possível, mas se o aluno puder escolher um espaço para o estudo fica mais fácil dele focar, pois saberá que quando estiver lá, é a hora de estudar. Se esse espaço puder ser um local calmo e distante dos familiares e outras distrações, melhor ainda.


3. Conversar com seus alunos

Essa é uma outra atividade que pode ser complicada a depender do número de alunos que você tiver. Mas a proposta é entrar em contato com o aluno através do Whatsapp ou ligação, apenas para saber como ele está. Esse gesto pode fazer com que o aluno sinta que, apesar da distância, ainda se preocupam com ele, aumentando seu engajamento e disposição. Uma sugestão é combinar com outros professores, por exemplo, para cada um assumir o contato com uma turma da escola.


4. Encorajar os alunos a aproveitarem o momento para aprenderem algo novo ou se aprofundarem no que já sabem

Uma pesquisa mostrou que os jovens que têm exercitado seu lado artístico e criativo apresentam menos impactos negativos na sua saúde mental. O professor pode fazer isso inclusive como uma atividade de sala de aula (ex. solicitar que façam algo artístico com o conteúdo aprendido na semana - podendo ser pintura, desenho, poema, música..)


5. Enfatizar que tudo bem não estar bem, e que eles não precisam se cobrar tanto.

Diante do que estamos passando é mais que normal que estejamos com algumas alterações de humor, ansiosos e estressados. É claro que precisamos tentar equilibrar esses sentimentos, porém, é importante que os alunos saibam que está tudo bem não estar bem o tempo todo, e que de vez em quando passar um tempinho apenas olhando memes bobos pode ser saudável. Principalmente para aqueles que estão prestando o Enem, a cobrança pode ser ainda maior durante a quarentena.


Esperamos que a reflexão tenha ajudado, e que você consiga aplicar ao menos algumas das dicas com os seus alunos. Sabemos que o momento é delicado, e que cada um está lidando de uma forma. Ademais, tem diversas outras questões que agravam ainda mais a situação (problemas financeiros, saúde..), mas se pudermos levar pelo menos um pouquinho de leveza para nossos jovens, já é uma conquista.


E você, como tem ajudado seus alunos nesse período de distanciamento social?

Referências:


Malone, Samantha A. "Surviving COVID-19: Journalism's role in chronicling the mental health effects on high school students". Huskie Commons Institutional Repository. 2020. Disponível em: http://commons.lib.niu.edu/handle/10843/22432. Acesso em: 11 de julho de 2020.


Davis, Dominic-Maldori. "THE STATE OF GEN Z: How the youngest Americans are dealing with a world in crisis and a future that's been put on hold". Business Insider. 2020. Disponível em: https://www.businessinsider.com/gen-z-mental-health-coronavirus-george-floyd-protests-2020-6#and-there-is-a-silver-lining-87-of-gen-z-believes-the-pandemic-has-made-them-feel-more-solidarity-with-others-around-the-world-14. Acesso em: 11 de julho de 2020.


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