O que é STEAM e como ela pode contribuir para inclusão e equidade?

O papel do professor no ensino de disciplinas e competências para o futuro


Cada vez mais se fala sobre educação para o futuro. Pesquisas mostram que 85% das carreiras que serão mais comuns em 2030 ainda não foram criadas. A maior parte desses empregos estarão conectados com a tecnologia, e, consequentemente, também com a ciência e a matemática.


A partir dessa análise surgiu o modelo de ensino STEM, que valoriza o aprendizado desses segmentos de maneira interdisciplinar. Embora pouco conhecida, a proposta, além de preparar os jovens para o futuro, tem sido considerada uma forma de garantir equidade e inclusão dentro da sala de aula. Ficou curioso? Continua com a gente que vamos te explicar melhor.


O termo STEM na verdade é um acrônimo para:

Ciência (Science)

Tecnologia (Technology)

Engenharia (Engineering) e

Matemática (Math)


Atualmente o modelo é conhecido como STEAM, também englobando a Arte, e parte do pressuposto que esses segmentos devem ser trabalhados cada vez mais em sala de aula, pois serão muito necessitados no futuro. Entretanto, a proposta não consiste em aumentar o número de aulas desses componentes, mas sim trabalhá-los de maneira interdisciplinar, e sempre de forma prática.


Através dessa metodologia, o professor assume o papel de mediador, oferecendo apoio e material, mas sempre instigando o aluno a buscar informações e se questionar para solucionar o problema, ou "colocar a mão na massa", realmente implementando algo.


Um exemplo seriam as aulas de robótica, que englobam matemática e ciências. Porém, nem sempre precisa ser algo tão complicado e específico, podendo inclusive se relacionar aos conteúdos que estão sendo trabalhados em sala. Em uma aula de geografia, por exemplo, o professor poderia desafiar os alunos a criarem uma placa solar, relacionando seu conteúdo à física e à matemática.


Além disso, busca-se que o aluno trabalhe as habilidades do século XXI - colaboração, criatividade, pensamento crítico e comunicação. A equidade e a inclusão, por sua vez, podem ser resultados muito positivos dessas práticas, que no geral requerem que os alunos trabalhem em grupos, de forma que precisam aprender a respeitar uns aos outros e a colaborar, além de ser uma forma dos alunos demonstrarem seu aprendizado de outras maneiras, sem ser a prova escrita.


Entretanto, para isso, é necessária a atenção e cuidado do professor, pois, a não ser Arte, todos os demais componentes ainda são associados ao gênero masculino. O mesmo vale para a formação dos grupos - ao mesmo tempo que o trabalho em equipe pode gerar inclusão, também pode evidenciar pré-conceitos existentes. Cabe ao educador, por sua vez, ressaltar que todos têm a mesma capacidade e oportunidade de aprenderem os conteúdos.

Contudo, com o apoio do professor para ressaltar tais pontos, a metodologia STEAM pode ser muito positiva, levando a ciência e a tecnologia para mais jovens, desmistificando a matemática e aproximando o que é aprendido em sala de aula da realidade, de forma a engajá-los ainda mais no aprendizado.


Você conhecia essa metodologia? O que pensa sobre isso? Vamos adorar saber!

Referências:


Teaching Everyone Addressing Diversity, Equity, Accessibility, and Inclusion in the STEM Classroom. Smithsonian Science Education Center. 2018.

208 visualizações2 comentários

Posts recentes

Ver tudo

EU ENSINO

Conectando experiências, desenvolvendo líderes.

whatsapp
  • Facebook Basic Black
  • Black Instagram Icon
  • YouTube
  • LinkedIn
  • Twitter