• Laís Brandão

O primeiro mês de aula

Relatos de uma professora


Olá, professores! Neste artigo, eu fiz um relato sobre o meu primeiro dia de aula, contando um pouco sobre os desafios que vivi neste dia tão aguardado. Hoje, vou contar um pouco sobre o meu primeiro mês como professora. Vou trazer alguns pontos sobre 3 desafios que tive ao longo desse mês: planejamento de aulas, definição de formas de avaliação e gestão de sala de aula. Planejamento de aulas Um grande desafio desse mês foi aprender a planejar boas aulas. Eu tinha acesso a muitos conteúdos sobre planejamento, e precisava sistematizar tudo aquilo, decidindo o que mais fazia sentido para a minha prática. Desde o momento em que decidi me tornar professora, tinha em mente uma coisa: não queria ser uma professora que só falava e falava na sala de aula, sem dar voz e espaço para os meus alunos. E então precisava preparar uma aula que estivesse de acordo com esse objetivo. Além disso, eu precisava estudar o currículo do estado, revisar alguns conteúdos da minha disciplina e descobrir a melhor forma de transformá-los em uma aula. Muita coisa de uma vez só, não é mesmo? Nas primeiras aulas, como eu ainda não sabia planejar muito bem, eu focava mais em como eu explicaria aquele conteúdo e deixava um pouco de lado os objetivos que eu tinha com ele. Como resultado, muitas vezes a aula acabava e eu estava no meio de uma explicação e pior, eu não sabia dizer se os alunos aprenderam alguma coisa naquele dia. Dessa forma, precisei mudar algumas estratégias e o planejamento de trás pra frente se tornou um grande aliado. Ele consiste em: 1°- Determinar o objetivo da aula 2°- Determinar como você vai verificar se o objetivo foi cumprido (atividade avaliativa) 3°- Determinar como você vai explicar o conteúdo Entre o objetivo e a atividade avaliativa, a imaginação pode rolar solta! Isso quer dizer que, a partir do momento em que você tem um objetivo em mente e sabe como vai verificar se ele foi atingido, o conteúdo em si se torna apenas um meio para isso e planejar o que vai acontecer na aula se torna mais fácil e divertido. Essa mudança na forma de planejar aconteceu depois de passar por algumas dificuldades e os resultados dela começaram a aparecer alguns meses depois. Fiquem ligados que vou falar mais sobre isso mais pra frente! Formas de avaliação Eu comecei o ano letivo selecionando as formas de avaliação mais clássicas: uma prova bimestral, uma prova mensal, um trabalho e vistos de caderno. Por que eu escolhi essas? Eu ainda não sabia como era a melhor forma e decidi trabalhar com o que tinha na mão. Era assim que acontecia na escola e assim resolvi fazer. A primeira prova mensal que apliquei foi em uma turma de segundo ano do Ensino Médio. Que caos! Os alunos começaram a entregar a prova em branco depois de 10 minutos do início. Resultado: muitas notas zero, alunos ociosos e atrapalhando quem tentava responder a prova e um leve desespero interno e a pergunta que não calava: “onde foi que eu errei?” Alguém aí já passou por isso?! Pelo menos nas turmas de primeiros e terceiros anos foi mais tranquila a aplicação das provas. Eu aprendi 2 coisas com esse episódio: aplicar uma prova para os alunos sem procurar saber previamente de outras maneiras o que eles tinham aprendido ou não é um grande erro. Além disso, eu tinha centenas de provas para corrigir já no segundo mês de aula, quando poderia usar esse tempo de forma mais efetiva. Foi então que eu decidi não aplicar mais provas mensais e comecei a buscar avaliações alternativas. Gestão de sala de aula Gerir uma sala de aula envolve muitas variáveis: comportamento dos alunos, planejamento, inteligência emocional, saber usar tempo e espaço da melhor forma e muitas outras coisas. Felizmente, quando iniciei minha carreira como professora, eu tinha um tutor que me acompanhava, como parte do programa do qual eu fazia parte. Ter uma pessoa assistindo a minha aula a cada 15 dias auxiliou muito nessa questão. Outra coisa que me ajudou bastante foi utilizar algumas técnicas do livro “Aula Nota 10”. Confesso que dos 3 desafios citados aqui, esse foi o que superei com mais tranquilidade. Uma das principais dificuldades que tive inicialmente foi a gestão de tempo. Além de ensinar o conteúdo, os professores precisam fazer chamada, ouvir recados inesperados que surgem da coordenação ou direção, lidar com dúvidas dos alunos, controlar alunos com comportamentos inadequados. Quando se vê, boa parte da aula foi utilizada para tudo, menos para a aprendizagem, que deveria ser o foco principal. Assim, pequenas ações me ajudaram a otimizar o tempo em sala, como: pedir auxílio a um aluno para ligar o projetor enquanto eu faço a chamada; deixar claro quanto tempo os alunos terão para copiar um conteúdo ou para responder uma atividade; passear pela sala para garantir que todos iniciem a resolução de um exercício; pedir a um aluno para apagar o quadro enquanto eu desligo o projetor. Para saber mais sobre como o livro pode te ajudar a gerir melhor a sua sala, recomendo a leitura deste artigo em que trazemos os tópicos abordados por ele! Se tem uma coisa que aprendi após esse primeiro mês de aulas foi que um professor engajado com a sua profissão se torna um dos profissionais mais resilientes que podemos encontrar. E logo mais volto aqui para contar sobre o meu primeiro semestre como professora! Fique atento! E agora eu gostaria de saber de você: durante a sua carreira como professor(a), em que momento precisou ser mais resiliente? Que tal contar o seu relato nos comentários?!

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