O papel da autoavaliação para garantir que o aluno tenha consciência do seu aprendizado

3 sugestões de como implementá-la no seu dia a dia


Aqueles que trabalham com Competências Socioemocionais destacam que é muito importante que o aluno saiba onde está no processo de aprendizagem. Além disso, afirmam também que é fundamental que ele saiba o que precisa fazer para que compreenda, em sua totalidade, o conteúdo que está sendo trabalhado, de maneira a alcançar melhores desempenhos.


A autoavaliação é uma ferramenta muito importante nesse processo. Diferente das avaliações formativas, em que o intuito é que o professor consiga identificar onde está a defasagem do aluno, ela propõe que o estudante faça essa reflexão, permitindo que ele tenha ciência do que já sabe sobre o conteúdo e o que ainda tem dúvidas. Essa prática possibilita que o aluno reflita e trace um caminho, por conta própria, para alcançar esse desenvolvimento.


Desse modo, a autoavaliação também é vista como uma ferramenta de tomada de independência por parte do estudante, pois ele pode analisar por conta própria quais passos precisa tomar para se desenvolver em determinado conteúdo. Entretanto, a iniciativa de realizar a autoavaliação deve ser estimulada pelo professor. Sendo assim, mostramos aqui três possibilidades de como o docente pode estimular essa reflexão por parte do estudante, de maneira presencial ou remota:


1. Exercício de reflexão ao final da aula


A proposta aqui é, ao final da aula, incentivar o aluno a refletir sobre o quanto conseguiu compreender do conteúdo trabalhado.


Uma sugestão seria usar emojis para que os alunos indiquem o nível de compreensão que tiveram da aula. Exemplo:


😊 Entendi completamente o conteúdo

🤔 Ainda estou com algumas dúvidas sobre o conteúdo

🙁 Ainda não entendi o conteúdo


Sugerimos ainda incluir, após os emojis, um espaço para que o aluno complete com qual deve ser sua ação, diante do seu nível de compreensão da aula:


" Meu objetivo antes da próxima aula é…"


Diferente de uma avaliação formativa, em que o aluno responderia uma ou duas perguntas, esse exercício é para que o próprio aluno identifique seus pontos de melhoria. Importante salientar, entretanto, que nada impede de ser realizada uma atividade de verificação de aprendizagem do conteúdo, que também é de extrema importância para que o docente identifique o que precisa reforçar com os estudantes.


2. Criação de um gráfico para monitoramento do desempenho


Essa sugestão é para que o aluno consiga identificar, ao longo das aulas, o quanto está conseguindo compreender o conteúdo com base no número de acertos das atividades.


Para isso, a proposta é que seja fornecido ao aluno um gráfico (para que ele preencha à mão ou no computador) em que no eixo X estarão as atividades de determinado conteúdo datadas, e no eixo Y a pontuação. Ele deverá marcar quantas atividades acertou, para que, ao longo das semanas, consiga identificar quais conceitos está dominando e quais ainda apresenta dificuldade.


Para que o aluno consiga fazer essa correlação, é importante que cada gráfico aborde apenas um conteúdo, ainda que em níveis de profundidade diferentes. Exemplo:


  • Conteúdo: Divisão

  • Atividade 1: Divisão de Números inteiros

  • Atividade 2: Divisão com quociente não inteiro

  • Atividade 3: Divisão com dividendo e divisor não inteiros


3. Elaboração de uma rubrica para análise do desenvolvimento do estudante


A última proposta deste artigo é a criação de uma rubrica, que será entregue ao aluno, que deverá acompanhar preenchendo-a para identificar onde se encontra no processo de aprendizagem. Nessa sugestão, a Taxonomia de Bloom pode ser um bom norte para confeccionar os níveis que o aluno precisa alcançar até estar dominando o conteúdo. Confira mais sobre essa estratégia aqui.


É importante, porém, que a rubrica não funcione como algo que desestimule o aluno. A proposta é que ela mostre de maneira visual ao estudante o que ele ainda precisa se aprimorar, servindo como uma "bússola do processo de aprendizagem".


Nesse sentido, para estimular a mentalidade de crescimento do estudante, uma proposta é utilizar a expressão "ainda não aprendi/desenvolvi X habilidade" no campo que o aluno deverá assinalar quando for indicar que não alcançou determinado nível de compreensão do conteúdo. Veja um exemplo:



Essas são apenas 3 sugestões de como inserir a autoavaliação nas suas aulas, mas com certeza existem diversos outros métodos a serem explorados!


Caso conheça mais algum, coloque nos comentários para ficarmos cientes! E, se aplicar algumas dessas práticas na sua sala, conta pra gente também, vamos adorar saber o resultado!

Falamos nesse post sobre a importância de os alunos saberem se autoavaliar, de saberem o que e como estão aprendendo. Você sabia que a BNCC pode ser uma grande aliada nesse sentido?


Pensando nos desafios da sua implementação, seja no ensino remoto, híbrido ou presencial, disponibilizamos de modo gratuito um acervo de pílulas de conteúdo prontas para serem usadas em sua prática diária :)


Veja alguns exemplos de temas desenvolvidos:


Não fique de fora e aproveite!

Referências:


WELCH, Katie. Empowering remote learners through self-assessment. World of Bettencourt learning: Cambridge University Press. 14 de dezembro de 2020. Disponível em: https://www.cambridge.org/elt/blog/2020/12/14/empowering-remote-learners-self-assessment/.

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