Novas Diretrizes Curriculares Nacionais para Formação Inicial de Professores da Educação Básica

Resolução indica como deverá ser a formação inicial de professores da educação básica

Foi aprovada pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) a Resolução CNE/CP nº 2/2019, que estabelece as novas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Inicial de Professores para a Educação Básica e institui a Base Nacional Comum para a Formação Inicial de Professores da Educação Básica (BNC- Formação). Hoje falaremos sobre o primeiro documento, que apresenta as normas e o direcionamento para a formação inicial de professores nos cursos de Pedagogia e Licenciaturas.


O documento aborda desde os fundamentos da formação docente até as competências esperadas do egresso, que estão apresentadas na BNC- Formação. Seguem alguns pontos de destaques.

  • Personalização da aprendizagem: segundo o documento, um dos dos princípios relevantes da formação docente é a equiparação de oportunidades, levando em conta a necessidade de todos os educadores e de cada um dos estudantes.

  • Importância da prática: outro aspecto reforçado em muitos momentos do documento é a necessidade da prática não ficar restrita apenas aos estágios obrigatórios, mas que ela seja trabalhada desde o início do curso. Além disso, o documento indica que a prática nos estágios deve contemplar os aspectos de planejamento, regência e avaliação.

  • Metodologias inovadoras: o documento traz a importância do uso de metodologias inovadoras no processo de aprendizagem do futuro professor. O texto aborda a necessidade do uso dessas metodologias para propiciar uma aprendizagem significativa e contextualizada durante o curso de formação para que o futuro professor possa desenvolver habilidades como autonomia, capacidade de resolução de problemas, processos investigativos e criativos e exercício do trabalho coletivo e interdisciplinar. Todas essas habilidades estão previstas na BNCC. Portanto, as diretrizes trazem a necessidade de que o professor desenvolva essas habilidades para futuramente desenvolver em seus estudantes.

  • Manutenção da carga horária: a carga horária de 3.200 horas prevista na resolução anterior é mantida. Porém, a distribuição dessas horas é um pouco diferente. Serão 800 horas para trabalhar os fundamentos científicos, educacionais e pedagógicos. Outras 1.600 horas serão para a aprendizagem de conteúdos específicos das áreas, componentes, unidades temáticas e objetos de conhecimento da BNCC. As outras 800 horas serão para prática pedagógica, incluindo estágio supervisionado nas escolas e a prática dos componentes curriculares ao longo do curso.

  • Linguagens digitais: o documento traz como um fundamento a utilização com fim pedagógico das inovações e linguagens digitais para o desenvolvimento do professor em formação.

  • Parte presencial na modalidade de Ensino a Distância (EAD): mesmo em cursos EAD, as 800 horas dedicadas à prática deverão ser realizadas de forma presencial. Isso quer dizer que mesmo em cursos à distância, 25% da carga horária será presencial.


As instituições de ensino superior públicas e privadas têm o prazo de até dois anos para a implementação das novas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Inicial de Professores para a Educação Básica. A resolução completa pode ser acessada neste link.


O que vocês acharam das novas diretrizes? Conta pra gente nos comentários!

 

Referências:


BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Resolução CNE/CP nº 02/2019, de 20 de dezembro de 2019. Define as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Inicial de Professores para a Educação Básica e institui a Base Nacional Comum para a Formação Inicial de Professores da Educação Básica (BNC-Formação).


Brasília, Diário Oficial da União, seção 1, p. 46-49, 15 de abril de 2020. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/docman/dezembro-2019-pdf/135951-rcp002-19/file. Acesso em: 14 jun. 2021.

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