Mapeamento, controle de dados e gestão de sistemas

Uma boa base para boas decisões


Nos posts anteriores falamos sobre muita coisa: estrutura das secretarias, política de formação, gerenciamento de recursos humanos… Mesmo assim, estamos longe de chegar no ponto final dessa conversa. Hoje, vamos falar um pouco sobre um tema que pode não ser o “ponto forte” de todo mundo, mas que, ainda assim, é possível e imprescindível de ser priorizado: os dados da rede!


A padronização das informações e a criação de bancos de dados para as instituições de ensino são fundamentais para conhecer a situação educacional de fato e para modernizar as escolas públicas em seus métodos de ensino, tornando-as cada vez mais próximas de uma educação igualitária.


No entanto, ainda há uma grande distância entre o modelo atual e o ideal. Atualmente, não é raro ver as redes preencherem o censo apenas no início de cada ano e com as informações do ano anterior. Isso significa que as informações de algumas escolas estão, no mínimo, com um ano de atraso. Quadros como esse colaboram para que a tomada de decisão com relação ao enfrentamento dos desafios educacionais seja pautada em uma realidade que, não necessariamente, é a mais atualizada ou a verdadeira nesse momento!


Hoje em dia, o melhor caminho para obter uma boa gestão escolar é direcionar ações de mapeamento e controle de dados dos alunos, pais ou responsáveis, para que os dados estejam sempre atualizados. É claro que esse é um caminho que apresenta dificuldades de execução e um grande esforço de trabalho para que ocorra a captação dos dados. Contudo, obter e gerir um sistema ou plataforma com essas informações atualizadas trará inúmeros benefícios para que as secretarias possam traçar um plano de ação personalizado, com estratégias assertivas e direcionadas de acordo com a realidade do seu município.


Alguns desses benefícios são: panorama real e quantitativo da situação de conectividade dos alunos, dados concretos sobre o acesso a dispositivos eletrônicos, banco de dados atualizado com as informações dos estudantes e seus responsáveis, a facilitação da comunicação entre escolas e famílias, otimização do trabalho da secretaria de educação, personalização do atendimento e, por consequência, melhora do desempenho do aluno, entre tantos outros.


O melhor disso é que não necessariamente precisam ser utilizadas ferramentas sofisticadas. Com formulários simples e um espaço de armazenamento e controle adequados isso é possível! Além disso, para ajudar as secretarias nesse processo, a UNICEF, em parceria com outras instituições, criou um guia de metodologia social e uma ferramenta tecnológica que auxilia em todo o processo de implementação e controle.


A existência de métodos de controle e obtenção de dados é cada vez mais comum e a tendência é que se tornem cada vez mais completos e de fácil utilização. A expectativa é que, com as atualizações e controle dos dados, possamos caminhar de forma mais intencional na busca de uma educação de qualidade para os alunos.

 

Referências:


Marco Aurélio Butzke. Universidade Federal de Santa Catarina. “Um Modelo de Dados para Instituições de Ensino”. Novembro de 2000. Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/xmlui/bitstream/handle/123456789/78647/178547.pdf?sequence=1&isAllowed=y


Felipe Ferreira em Blog Proesc. “7 funcionalidades indispensáveis em um sistema escolar online”. Setembro de 2020. Disponível em: http://www.proesc.com/blog/7-funcionalidades-sistema-escolar-online/


Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Instituto TIM, União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e Colegiado Nacional de Gestores Municipais de Assistência Social (Congemas). 2017. “BUSCA ATIVA ESCOLAR: Entenda a Metodologia Social e a Ferramenta Tecnológica”. Disponível em: https://buscaativaescolar.org.br/downloads/guias-e-manuais/guia-metodologia-social-e-a-ferramenta-tecnologica.pdf


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