Ensino médio na BNCC

Principais pontos de atenção e dicas para praticar!


Os adolescentes do Fundamental 2, finalmente, chegam ao Ensino Médio. Com a proximidade do fim do ciclo do ensino básico e as mudanças e decisões que têm pela frente, os alunos podem ter receios e curiosidades até então não experienciadas. É pensando nessas questões que a BNCC propõe um formato diferenciado para pensar a educação nessa etapa, tendo como base a medida provisória sancionada em Fevereiro de 2017 (Reforma do Ensino Médio ou Novo Ensino Médio). O olhar é ampliado dos componentes curriculares para a formação integral do aluno, o que inclui pensar de maneira intencional acerca dos diversos questionamentos apresentados.


É importante destacar, ainda, que é adotada uma ideia ampla e plural de juventude, tendo em vista a heterogeneidade dos alunos que compõem essa etapa da educação. Isso se dá tendo em vista os diferentes contextos e perfis dos próprios jovens.


Passemos, então, aos principais pontos referentes à estrutura do documento nesta etapa de ensino:


  • Competências gerais: válidas da mesma maneira que o são para as demais etapas.

  • Áreas do conhecimento: integram sempre dois ou mais componentes curriculares. Falaremos mais sobre elas em seguida!

  • Competências específicas: formuladas de acordo com cada área do conhecimento. São a base para as habilidades a serem desenvolvidas, que frequentemente são interdisciplinares e não têm mais a indicação da série específica a ser trabalhada.


É importante destacar ainda que, do mesmo modo que para as outras etapas de ensino, a BNCC para o Ensino Médio não é um currículo. Este deve ser elaborado usando-a como base e considerando as especificidades de cada localidade. No entanto, aqui temos uma diferença importante: os itinerários formativos. Os itinerários devem também ser considerados na confecção do currículo como condutores do preparo para a vida profissional no âmbito das áreas do conhecimento. Eles serão a base para a formulação de diferentes arranjos curriculares a serem disponibilizados para os alunos.


São 4 seus eixos estruturantes:


  • Investigação científica

  • Mediação e intervenção sociocultural

  • Processos criativos

  • Empreendedorismo


Por meio dos itinerários, as redes de ensino devem proporcionar a opção de escolha de uma área do conhecimento, formação técnica e profissional ou mesmo de competências e habilidades de diferentes áreas (itinerários integrados). Desse modo, preza-se pela flexibilização e pela atenção às particularidades de cada realidade. Para que isso seja possível, a Base prevê um aumento de 200h na carga horária anual dos estudantes dessa etapa.


Passemos agora à disposição de cada uma das áreas do conhecimento e suas especificidades!


1. Linguagens e suas tecnologias: autonomia, protagonismo e autoria


Nessa área, as habilidades são consolidadas e aprimoradas para uso e reflexão nas diversas linguagens. Preza-se pela independência dos jovens, que desenvolvem senso crítico e habilidades cada vez maiores nas múltiplas linguagens. Dentro dessa área do conhecimento, estabelecem-se 4 linhas principais de estudo: Arte, Educação Física, Inglês e Português.


No estudo da Arte, pretende-se “promover o entrelaçamento de culturas e saberes, possibilitando aos estudantes o acesso e a interação com as distintas manifestações culturais populares presentes na sua comunidade (...) garantindo o respeito e a valorização das diversas culturas presentes na formação da sociedade brasileira, especialmente as de matrizes indígena e africana.” (pág. 483). Para dicas de atividades, confira o site da Secretaria de Educação do Estado do Paraná!


Já na Educação Física, mais do que continuar as práticas iniciadas anteriormente, a intenção é que os alunos saibam refletir sobre seus impactos, limites e importância. Além disso, amplia-se a reflexão para o pensamento sobre as possibilidades de exercício da cidadania e protagonismo acerca do tema, desenvolvendo autoconhecimento e autocuidado com o corpo e a saúde, socialização, entretenimento e favorecimento do diálogo com as demais áreas de conhecimento. Quer inspirações de como fazer isso? Confira os conteúdos disponíveis no site do Impulsiona!


O ensino do Inglês, já com um foco na ampliação das práticas de linguagem, ganha agora uma nova perspectiva: a vida profissional. Sua importância para a apropriação dos meios digitais e para a interação com outras nacionalidades é vista como de grande relevância para o desenvolvimento dos jovens. Uma sugestão de fonte para ter exercícios e banco de questões de inglês é este aqui!


Português, juntamente com Matemática, são os únicos componentes curriculares que devem estar presentes nos 3 anos do Ensino Médio. Para o estudo da língua portuguesa, são estruturados 5 campos de atuação social: Vida pessoal, Práticas de estudo e pesquisa, Jornalístico-midiático, Atuação na vida pública e Artístico. De acordo com o próprio documento, “A consideração desses campos para a organização da área vai além de possibilitar aos estudantes vivências situadas das práticas de linguagens. Envolve conhecimentos e habilidades mais contextualizados e complexos, o que também permite romper barreiras disciplinares e vislumbrar outras formas de organização curricular” (pág. 489).


Além dos campos, são definidas competências específicas para a área de linguagens. No entanto, diferente das demais áreas, aqui não são essas competências a base das habilidades trabalhadas, mas sim os campos de atuação social. Isso se dá com a intenção de consolidar e complexificar a experiência já desenvolvida com as múltiplas linguagens. Para um amplo banco de questões dividido por tema do estudo da língua portuguesa, confira o site da Info Escola!


2. Matemática e suas tecnologias: visão mais integrada e aplicável à realidade


“(...) quando a realidade é a referência, é preciso levar em conta as vivências cotidianas dos estudantes do Ensino Médio – impactados de diferentes maneiras pelos avanços tecnológicos, pelas exigências do mercado de trabalho, pelos projetos de bem viver dos seus povos, pela potencialidade das mídias sociais, entre outros. Nesse contexto, destaca-se ainda a importância do recurso a tecnologias digitais e aplicativos tanto para a investigação matemática como para dar continuidade ao desenvolvimento do pensamento computacional, iniciado na etapa anterior.” (pág. 528)


Essa introdução à área deixa clara a necessidade de o professor (e as redes como um todo!) ter um olhar amplo e sempre atualizado da realidade. A BNCC ainda dá ênfase maior para as tecnologias digitais de informação e comunicação (TDIC) e seu papel fundamental nesse processo de ensino e aprendizagem. Inclusive, são destacadas 3 dimensões que devem pautar seu estudo: o pensamento computacional, o mundo digital e a cultura digital.


Nesse contexto, o ensino de Matemática se amplia e dialoga fortemente com as demais áreas. Para materiais com resumos e orientações para o estudo da matéria, o Só Matemática pode ajudar (até mesmo para enviar para os alunos como complemento). Se você busca aulas e exercícios, o Stoodi pode ser uma boa pedida.


3. Ciências da Natureza e suas tecnologias: investigação como forma de engajamento