Educação em tempos de Covid-19

Reflexões sobre a prática, a pedagogia da contingência e o que está por vir


De um jeito ou de outro, o momento da pandemia é novo para todos. A palavra transmissão tem sido muito utilizada para entender todo o contexto: se por um lado temos pesquisadores da saúde buscando incansavelmente uma solução que cesse a transmissão do vírus, por outro temos educadores se atualizando a uma realidade de necessidade de transmissão de conhecimento para seus alunos em novos formatos. A iniciativa da Eu Ensino e de outras organizações de ouvir os profissionais da educação em suas dores, bem como trocar ideias com os envolvidos é parte importante do processo de adaptação ao novo momento. Em nossa pesquisa lançada na semana passada recebemos diversos depoimentos de educadores preocupados, desanimados com a situação, seja pela falta de perspectiva em voltar à normalidade, pelo desamparo que sentem em termos de orientação para adaptar suas atividades ou pelo entendimento de que é impossível usar os meios digitais em comunidades mais carentes e/ou com a Educação Infantil. A chamada Pedagogia da Contingência entrou em pauta e tem gerado novas discussões no meio educacional. Mais do que simplesmente dar aulas EAD, discute-se a necessidade de gastar tempo se preparando, cuidando da saúde física e mental dos professores e coordenadores pedagógicos, organizando horários antes dedicados fisicamente à escola e agora divididos entre cuidar 24h dos filhos, dos afazeres domésticos, preparo de aulas, comunicação com os pais, capacitação às ferramentas online, entre outros. É hora de entender o momento, processar (e filtrar!) as informações que são recebidas e, por fim, entender a nova realidade. As expectativas e planejamentos para o ano podem ter sido alteradas, resta agora descobrir como tirar o melhor proveito dadas as circunstâncias. Trata-se de compreender que o ritmo e o modo de aprendizagem invariavelmente serão modificados, mas que ainda assim é possível manter um nível de engajamento e aprendizado, mesmo que diferente do “natural”. Tentativas e falhas fazem parte do processo, mas, como o próprio nome indica, é um processo pelo qual os educadores terão que passar. É preciso, portanto, vê-lo muito mais como um período de aprendizagem do que uma razão extra para se estressar. A lembrança de que toda uma rede de profissionais tem passado pela mesma situação é motivo de encorajamento! Unir coletivamente forças, ideias, materiais e experiências é uma maneira muito recomendada de otimizar o tempo e a qualidade da educação oferecida. O uso de metodologias ativas, que já vinha ganhando espaço no meio educacional há alguns anos, é um bom indicativo sobre o modo como os educadores devem ver as transformações pelas quais passamos. O que é a tão esperada “volta à normalidade”? Que realidade encontraremos quando tudo isso acabar? É preciso se preparar e entender as mudanças em seus pontos negativos e positivos, para uma melhor adaptação e prosseguimento das atividades. Podemos ver esse momento como uma oportunidade, não só para repensarmos a nossa prática à luz do ensino emergencial de agora, mas também depois que isso tudo passar! Pense no quanto temos aprendido só nos últimos dois dias e o quanto estamos quebrando a cabeça para mantermos nossos alunos engajados, mesmo à distância. Um possível legado disso pode ser o incentivo a uma participação e colaboração mais próxima entre alunos e professores no que está por vir. =) É no sentido de minimizar os danos que a Eu Ensino iniciou uma série de publicações sobre a COVID-19 e as adaptações pelas quais a educação como um todo tem passado. Trataremos de temas como a preparação de vídeos, ferramentas online, atenção plena, como abordar o tema do próprio vírus com os alunos, entre outros. Não deixe de acompanhar nosso blog! Tem alguma sugestão que gostaria de compartilhar e ver em um artigo em nosso site? Conte para a gente nos comentários abaixo!

10 visualizações

EU ENSINO

Conectando experiências, desenvolvendo líderes.

  • Facebook Basic Black
  • Black Instagram Icon
  • YouTube
  • LinkedIn
  • Twitter