Como e porque manter o uso da internet com o retorno presencial

Dicas e benefícios do ensino híbrido


Com a pandemia, as escolas precisaram se reinventar e os professores, muitos que até então nunca tinham ensinado remotamente, tiveram que se adaptar para dar aulas neste formato. Com o retorno presencial, será que as escolas devem abandonar a internet e retomar o modelo de ensino 100% ao vivo?


Ao que tudo indica, cada vez mais a tecnologia estará ligada à educação. Essa projeção já vinha sendo mencionada por pesquisas acerca do futuro da escolas, porém esperava-se que fosse demorar a chegar. Entretanto, depois da experiência com o uso da internet como uma ferramenta de sala de aula, será difícil voltar atrás, e as escolas que puderem, devem começar a se adaptar para esse futuro que já está aqui!


Não apenas porque é inevitável que a tecnologia cada vez mais fará parte das nossas vidas, em especial das dos jovens, mas porque pesquisas têm mostrado que o uso da internet em conjunto com o ensino presencial pode trazer benefícios para o aprendizado dos alunos. Dessa forma, a busca pela implementação do ensino híbrido, o qual mescla o ensino online com o presencial, deve ser um ponto de destaque para os gestores e professores.


E como isso funciona na prática?


A parte online pode ocorrer de forma síncrona - ou seja, os alunos estão conectados acompanhando a aula no seu horário escolar, ou de maneira assíncrona, em que o conteúdo fica disponível para que os estudantes acessem quando tiverem disponibilidade.


Esse formato, entretanto, gera várias dúvidas, entre elas: O que fazer com os alunos que não têm acesso ao computador em casa? E no caso dos estudantes que, sem acompanhamento do professor, normalmente não realizam as atividades?


Para a primeira pergunta, é importante esclarecer que o ensino híbrido não precisa ocorrer quando o aluno não estiver na escola (formato assíncrono). Ele pode acontecer durante o horário escolar. Um exemplo bem interessante é a Rotação por Estações. Nela, o professor divide a turma em grupos e cria na sala de aula diferentes “estações” em que, com auxílio da internet, os alunos terão que realizar alguma atividade relacionada ao conteúdo que está sendo trabalhado.


Por exemplo: em uma turma de geografia que os alunos estão estudando hidrografia, o professor coloca em uma estação um vídeo explicativo sobre o assunto e depois os alunos respondem a algumas perguntas, em outra terão um texto para ler, e na última estação terão que pesquisar conceitos de hidrografia online para preencher no caderno.


Além disso, outra forma de possibilitar o ensino híbrido para os alunos que não possuem acesso a internet é liberar o uso dos computadores da escola (caso possua) no contraturno para que os alunos possam acessar as atividades/vídeos que foram indicados pelo professor.


Já em relação aos estudantes que não têm dificuldade para se comprometer com o estudo de maneira independente, uma boa proposta é que esses momentos sejam feitos de maneira assíncrona em grupos, ou com o acompanhamento do professor. Pesquisas mostram, inclusive, que esses modelos trazem resultados mais efetivos para o desempenho do aluno do que o ensino online sendo realizado de maneira individualizada e por conta própria.


Nesse formato, um exemplo é a “Sala de Aula Invertida”, em que o aluno deve estudar o conteúdo antes de ir a aula e você deseja que ele pesquise e/ou assista vídeos online. Para garantir que o aluno realize a atividade, uma proposta é pedir que faça um resumo e apresente na aula seguinte, ou proponha uma conversa em que todos os grupos e/ou alunos precisem obrigatoriamente precisam expor sua opinião. Já falamos sobre isso nesse post! Confira para saber mais.


Diante disso, o ensino híbrido pode ser um grande aliado para auxiliar no aprendizado do aluno, principalmente no retorno presencial que estamos começando a vivenciar. Como diversas pesquisas têm mostrado, o tempo longe da escola, mesmo tendo aulas remotamente, afetou o aprendizado dos alunos, de maneira que muitos apresentarão defasagens.


Dessa forma, pensando ainda na proposta do ciclo único que alguns estados estão adotando, em que 2020 e 2021 serão considerados apenas um ano letivo, a combinação do aprendizado offline com o online pode ser uma oportunidade para os alunos estudarem de maneira assíncrona. Isso pode ser feito através de indicações dos professores de vídeos, textos e atividades, sobre os conteúdos que os alunos apresentarem maior dificuldade, além de ser uma forma de engajar os alunos novamente, considerando que ficaram quase um ano fora da escola.


Uma boa dica de onde explorar materiais para ajudar no reforço é o nosso Acervo de Pílulas que teve seu lançamento ontem! Não deixe de conferi-lo aqui.


O que achou das sugestões? Caso tente aplicar uma dessas técnicas na sua aula, depois conte para nós o resultado!

Referências:


ZURITA, Gustavo; et al. A Blended Learning Environment for enhancing Meaningful Learning using 21st Century Skills. Emerging Issues in Smart Learning: Lecture Notes in Educational Technology. 2015.


MEANS, Barbara; et al. The Effectiveness of Online and Blended Learning: A Meta-Analysis of the Empirical Literature. Teachers College Record. 2013. vol. 115, 47 pgs. Disponivel em: https://learnonline.ecampusontario.ca/

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