Aprendizagem ao Longo da Vida

O que é e como pode fazer a diferença no desenvolvimento dos países


Sistemas educacionais podem contribuir com o crescimento de uma economia sustentável, e a promoção de políticas públicas é um caminho essencial para que isso seja possível. Por um lado, o crescimento rápido de economias pode gerar uma fragmentação social, mas por outro, também contribui para a criação de oportunidades para a população. Se políticas educacionais forem cuidadosamente planejadas nesse contexto, ótimas soluções para os problemas sociais e econômicos podem ser criadas.


Uma política que vem sendo implementada em alguns países é a da aprendizagem ao longo da vida (lifelong learning, em inglês). A definição desse tipo de aprendizagem é baseada em 4 pilares, descritos pela Comissão Internacional de Educação para o Século XXI, em 1996. São eles:


- Aprender a saber: dominar as ferramentas de aprendizagem e não apenas adquirir um conhecimento estruturado;

- Aprender a fazer: colocar em prática a teoria, estar preparado para as formas de trabalho atuais e futuras, ser capaz de inovar;

- Aprender a estar junto de outras pessoas: saber resolver conflitos de forma pacífica, descobrir outras culturas e aumentar a capacidade de viver em comunidade;

- Aprender a ser: contribuir para o crescimento integral dos indivíduos.


A União Europeia (UE) tem uma meta ousada: que pelo menos 15% dos adultos com idade entre 25 e 64 anos participem da aprendizagem ao longo da vida até 2020. Fazendo uma análise de dados já disponíveis sobre o assunto, fica claro que a aprendizagem de adultos em alguns países da UE é maior do que em outros, sendo que os Países Baixos, a França, Luxemburgo e Estônia ultrapassaram a meta já em 2016.


De forma geral, a taxa de aprendizagem ao longo da vida difere de país para país de acordo com suas características de crescimento econômico, taxa de aprendizagem, mercado de trabalho, especificidades econômicas, dentre outras. Quanto mais desenvolvidos nessas questões, maior a chance de sucesso com as políticas públicas implantadas.


Ofertar oportunidades de aprendizagem ao longo da vida pode ser um fator crucial para a erradicação da pobreza e na educação das pessoas quando o assunto é desenvolvimento sustentável. Se políticas públicas para esse tipo de aprendizagem são implantadas desde os primeiros níveis de ensino, as chances de formarmos adultos já direcionados a desenvolverem habilidades ao longo de suas vidas aumentam muito.


Mas e enquanto as políticas públicas não chegam, o que podemos fazer?


Antes de falar sobre como podemos implementar projetos com os alunos, vamos falar primeiro de vocês, professores. Como vocês poderiam se comprometer com a aprendizagem ao longo da vida?


Reflita e responda: você é um(a) praticante da sua profissão?


- Se você é professor de matemática, você é um tesoureiro de sua própria vida?

- Se você professor de ciências, possui seus próprios projetos de pesquisa em sua casa?

- Se você ensina sociologia, tem observado as dinâmicas sociais atuais e aprendendo a respeito delas?


Se você respondeu não, pense em como poderia começar a implementar em sua própria vida esse tipo de aprendizagem. Políticas públicas são importantes, mas enquanto elas não acontecem, você só tem a ganhar tornando-se um “aprendedor” constante. Pense nisso!


Agora, queremos saber: que sentimentos esse texto despertou em você? Você já é um praticante da aprendizagem ao longo da vida? Responda nos comentários!

Referências:


Tvaronavičienė, M., Shishkin, A., Lukáč, P., Illiashenko, N., & Zapototskyi, S. (2017). Sustainable economic growth and development of educational systems. Journal of International Studies, 10(3), 285-292. Disponível em https://www.jois.eu/files/20_423_Tvaronaviciene%20et%20al.pdf

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