3 perguntas para ajudar os gestores no início do ano escolar

Garantindo que as mudanças feitas gerem impacto positivo


A educação está enraizada na mudança. Na verdade, o próprio ato de aprender requer uma capacidade de adaptação e verificação de novas variáveis, buscando continuamente o entendimento de novas informações obtidas.


Liderar não é diferente.


Para ser a mudança, devemos abraçar uma mudança significativa em nós mesmos. E para que essas mudanças façam sentido, devemos promover e sistematizar feedbacks.


Podemos usar as três perguntas a seguir para verificar o agora, mergulhando profundamente na análise da cultura e do clima, de práticas anteriores, esforços instrucionais e relações com membros da comunidade escolar. Esta estrutura simples de três etapas é aplicável a todas as realidades e fornece um plano de ação pronto para garantir que as mudanças que você está fazendo estão, de fato, gerando transformações. Entretanto, ela pode ser especialmente importante no momento de planejamento de um novo ano letivo.


1. O que vale a pena ser mantido?


Já assistiu ao lançamento de uma nave espacial? (Sim, um filme também conta!) Pense nas cenas de controle da missão. Nos momentos de contagem regressiva, cada sistema é verificado, os engenheiros monitoram as luzes verdes tão de perto quanto as amarelas e vermelhas. Isso garante que todos os fatores envolvidos estejam de acordo com o esperado.


Se não notarmos o que está funcionando, corremos o risco de perder uma missão bem-sucedida. Ao avaliar o que manter, pense sobre quais esforços permitiram resultados que se alinham às suas metas.


  • O que funcionou MUITO bem?

  • Por que isso funcionou tão bem? Qual foi o resultado disso?

  • O que foi melhor e por que?


Vamos ver um exemplo.


Nos últimos anos, houve uma ampla adoção de tecnologia nas salas de aula e, agora, o ensino remoto é algo em que já temos alguma experiência. No entanto, o sucesso ou fracasso da iniciativa de uso de tecnologias depende da visão e da implementação da equipe. Líderes atenciosos trabalham com as partes interessadas para analisar as práticas de ensino e considerar cuidadosamente o que vale a pena manter. Em outras palavras, o que nossos professores fazem realmente bem e o que a tecnologia faz realmente bem? Como podemos unir esses dois fatores para resultados ainda melhores?


2. O que precisa ser descartado?


A educação é, normalmente, a única carreira em que os profissionais tiveram uma longa experiência antes mesmo de decidirem se tornar educadores. Nossa vivência em escolas vem de longa data! Existem ideias que estão tão profundamente arraigadas em nós que é necessário pensamento e esforço intencionais para fazer uma mudança acontecer.


Enquanto você considera o que descartar, pense sobre as práticas que têm uma longa tradição, mas que não necessariamente têm produzido resultados desejáveis.


  • O que está “afundando”?

  • Por que isso está acontecendo? Qual tem sido o resultado?

  • O que era considerado ruim e por que foi rotulado como tal?


Vejamos um exemplo.


Dificilmente você vai encontrar algum educador que diga: “Ser professor é muito fácil”. As responsabilidades em qualquer papel da educação são avassaladoras e nunca nos sentimos tão atarefados quanto hoje. No entanto, com todos os esforços para melhorar nossas escolas, quase nunca, pensamos no que poderíamos tirar de nossos pratos transbordando. Sabemos que colaborar com nossos pares é essencial e que temos uma quantidade finita de tempo no dia. Por que não trocar as reuniões do corpo docente que servem apenas para distribuir informações por um curto e-mail? Você sempre pode fazer uma reunião rápida e, em seguida, dar à sua equipe o tempo necessário para realizar outras tarefas importantes. Outros momentos intencionais de formação e construção coletiva podem ser pensados de modo mais proveitoso!


3. O que precisa de um “empurrãozinho”?


Às vezes, somos rápidos em descartar ideias ou práticas que são imediatamente mal sucedidas, quando tudo o que é realmente necessário é um olhar mais atento e pequenas mudanças para obter os resultados desejados.


  • O que pode ser ajustado?

  • O que tem potencial, mas precisa de um empurrão?

  • Como isso vai melhorar o aprendizado?

  • A quem servirá melhor?


Um exemplo é pensar em pessoas de sua equipe que tenham muita experiência com aprendizagem profissional, planejamento e facilitação. É possível que eles notem o poder de trazer um consultor para trabalhar determinada temática específica, mas também que haverá pouca ou nenhuma mudança sem um suporte contínuo e integrado ao trabalho. Aí está uma oportunidade de ajuste! Pode-se trazer especialistas externos de modo atrelado ao trabalho contínuo proposto. As opções incluem, mas não estão limitadas, a:


  • Pedir aos especialistas que se reúnam com os líderes da escola antes da sessão, para que eles conheçam o conteúdo e possam dar suporte além do evento pontual

  • Organizar encontros remotos periódicos para que os conceitos possam ser revisitados e aprofundados de acordo com os trabalhos realizados

  • Solicitar que as equipes se apropriem de tópicos específicos e conduzam o aprendizado profissional ao longo do ano


Ao analisar o agora, ouça atentamente as partes interessadas e reflita profundamente. É crucial que as mudanças feitas com base no feedback da comunidade sejam compartilhadas com total transparência. Muitas vezes pedimos essas devolutivas, mas nem sempre compartilhamos como elas são usadas, o que pode levar à frustração, apatia e desconfiança.


O papel de líder exige que façamos ajustes em tempo real para garantir que nosso trabalho atenda às necessidades. O monitoramento cuidadoso dos experimentos e esforços nos permite considerar os papéis que as ações, a escolha e a prática desempenham na mudança sustentável. Quando nos sentimos sobrecarregados, podemos respirar fundo coletivamente, analisar onde estamos e descobrir o que precisamos fazer a seguir para criar uma mudança significativa.

 

Referências:


Brianna Hodges, Lainie Rowell. Edutopia. “3 Questions That Will Help School Leaders Navigate This Year”. Setembro de 2021. Disponível em: https://www.edutopia.org/article/3-questions-will-help-school-leaders-navigate-year


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